Vidas Provisórias, vidas possíveis

Vidas Provisórias

As vidas enredadas no novo livro de Edney Silvestre, Vidas Provisórias, encontram-se entrecortadas; no entre-lugar, no entre-tempo. Elas vão, em suas distâncias e proximidades, dialogando entre si. E nós, leitores modelos ou leitores empíricos, vamos cortando uma película de 8mm e com seus furinhos encaixamos as histórias, tentando recontar por meio do desespero alheio nossa linearidade dentro do passado de um Brasil não tão remoto; de um tempo não tão passado.

Há uma diáspora de esperanças, perdidas na reconstrução da vida por outros espaços, outras identidades. Aí, aquele filme que cortamos, vamos colando num anteparo chamado de memória – ou seria tempo? – os pedaços da vida.

Edney Silvestre vai, verdadeiramente, costurando as memórias e os medos; as vicissitudes e as peripécias de Paulo e Bárbara entrecortados pelos traumas e pelo futuro. Novas identidades inauguram a esperança, mas ainda o passado revisita-os contundentemente.

Temos então duas vidas, duas histórias…

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