Vou fugir, resistir, amar e escrever

Vou fugir

Para bem longe de mim mesmo

Mas não quero me despedir

Olho para o vulto que se distancia no fundo distante do espelho

 

Vou resistir

A este olhar teu, cansado de não entender

Mas não quero lutar, bater… apanhar.

Parado fico esperando o primeiro movimento.

 

Vou chorar! De novo?

Apiedo-me de minha  condição solitária

Mas não quero caminhar sozinho pela estrada de tijolos sei-lá-do-quê

Olho para frente, um impulso natural.

 

Vou amar

À maneira mais simples e mais comesinha

Mas não vou deixar de exacerbar e dormir de conchinha

Deito-me sempre a mesma hora; essência vermelhas impregnam meu sonho

 

Vou escrever

Essas últimas linhas sobre amores antigos

Mas não vou deixar tudo em branco

Restam pétalas secas de uma rosa vermelha

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