ERRO

Novamente os erros. Os erros meus e os erros dos outros. Como desvencilhá-los?

Se reconheço meu erro sou errado – este é o argumento. Se os outros erram eu estou por cima – uma razão minha. Então, erro por me aceitar sem defeitos, coisa que sabemos todos serem passíveis.

Erros! Como lidar com eles? Ou como se livrar deles?

Bem, mais uma vez falo pela boca da experiência. Boca cerrada, nem sempre repleta da real faculdade de suas atribuições. Morremos por ela, já dizia o brocardo!

Os deuses erram. Por que erramos demasiadamente?

Mas o que é o erro senão algo corolário da culpa; uma espécie infame do erro. A culpa por ter feito o que não é próprio ou certo, adequado… Mas quando erramos, erramos.  É um fato inescapável.

E o que se segue ao erro? A assunção da culpa, a autoflagelação; ou a negação incontinenti; talvez uma permanente ignorância do erro se perpetuando por gerações como maldição – algo mais surreal, mas não menos irrealizável do que as alternativas.

Mas o erro é uma imagem do acerto, longinquamente situado no lado contrário. Uma visão não menos maniqueísta, de um roteiro elaborado em que o protagonista, até a última cena, dispõe-se a salvar a princesa. De repente, ele é o dragão! Roteiro ao revés.

Será que o erro guarda em si uma jaula externamente repleta de qualidades, onde feras não se digladiam?

O que é o erro senão feras cheias de razão, disputando suas verdades!

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