ERASURE, 04 de agosto de 2011

 

http://youtu.be/_Q5V6L4DJkQ

 

Eu começo esse texto sem voz, sem as pernas…Cantei, pulei. Tantas foram as emoções provocadas pelo show do Erasure ontem, dia 04/08/11, em Brasília. Ter visto Mr. Vincent Clark e Andy Bell bem de pertinho, como se diz, numa apropriação mais do que comum: não tem preço! Na verdade, não tem.

Andy Bell, o vocalista estava bem no palco. Mais magro e mais sarado, para um quarentão que luta contra o HIV é por demais celebrar a vida. E ele a celebra sempre em suas letras. Esse clipe acima é da música Breath of Life: “vou viver meu tempo pelo resto da minha vida!” Parecia que o tempo tinha voltado há anos, quando eu tentava timidamente, na clausura de meu quarto, imitar as peripécias – vamos denominar essas facetas de peripécias – de Andy. Lembro-me agora dele cantando Oh’Lamour (que a multidão de fãs em Brasília cantou num coro só) de sinta liga. E pensava: – Poxa um artista pode ser o que quiser! E vivia imitando, enredando aquelas músicas, procurando entender o que havia por detrás das letras. Um coração partido era o mote de muitas delas, “o amor pode ser mortal”, dizia Leave me to blead. Ele não tocou muitas músicas intimistas. Abriu o show com Hide away, autobiográfica, que conta a história da maioria de nós que temos que abandonar a família por conta da rejeição, conflitos com família, preconceitos. Mas logo em seguida, cantando Breath of Life, o Erasure trouxe de volta os glamorosos tempos dos anos oitenta em que se lidava bem com a sexualidade. O maiô daquela época não tornava Andy feminino, mas atribuía-lhe a marca de seu camping (fechação) ingênuo e ousado. Para mim esta música é a mais emblemática do Erasure, pois fala sobre vida, sobre fantasia. Nunca me satisfiz com as letras dessa música, mesmo quando agora fluente no inglês. “Quero a vida e a vida me quer”, não são frases fáceis de aceitar. Aliás metáforas compõe o estilo de escrever de Andy. O azul pode ser do pássaro ou da tristeza. Blue Shavanah Song é segundo ele umas de suas prediletas. E ela a cantou da forma mais visceral que já vira antes. E pode se dizer que os shows do Erasure também não são completos se não houver as back vocals. Lembro de 92 no show em que cantaram The soldiers return e como o back vocal ficava lindo, coreografado e a batida singela de Mr. Vincent Clark ao fundo. Memorável. Assim como as duas cantoras que abrilhantaram com suas vozes.

O set list Hideaway / Breath of Life / Fingers & Thumbs / Heavenly Action / Always / Push Me Shove Me / Ship of Fools / Victim of Love / Breathe / Chains of Love / Sometimes / Drama / Save Me / Love To Hate You / Blue Savannah / Knocking On Your Door / Who Needs Love Like That / Chorus / Oh L’Amour / A Little Respect / Stop

Achei curto o show. O Erasure tinha música para fazer uma festa inteira, ou seja, enveredar madrugada a dentro. Mas uma hora e meia se passou com gostinho de que poderia continuar. Eu não parava de cantar, completamente extasiado pelas músicas, pela persona do Andy, pelo seu carisma e sua dança esquesitamente sensual.

Em knocing on your door pude perceber seu singelo tchauzinho pra mim. Sim como certeza foi. – Love you Andy – eu gritava já sem voz. Coisa de fã. Então ele me respondeu com seu gesto enquanto cantava. Foi muito bom! Tentei pegar uma de suas toalhas, mas em vão. Um monte de gente disputava o pequeno souvenir. Mas valeu a pena ter ido. As vezes, enquanto cantava, especificamente I love to hate you – o povo cantando- e via todo mundo de braços levantados em coro cantando em coro. Foi lindo. E para o artsta deve ser especialemente recompensador.

“Eu tento sempre encontrar algo que me faça mais doce” Seria assim, literalmente doce? A little respect também contagiou o público. Olhei pra trás e lá estavam todos cantando e novamente os braços em onda. Que sensação gostosa. Eu continuava feito louco, afônico, cantando com todo meu peito.

Faltou Abba, alguém gritou quando terminaram o show metaforicamente com Stop. Mas não foi falta, foi escolha. Afinal a turnê é de seus hits. Mas confesso que faltou umazinha do Abba, pelo menos Voulez Vous. Bons tempos, mas se você comparar Andy (O Erasure) de antes e agora, eles continuam os mesmos!

http://youtu.be/Z-GbjE6O2CM

 

 

 

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