Incontinência de sangue lamurioso

Sabe como deve ser um coração rasgado?

Eu não sei, mas devo estar perto.

É como se o sentido de dor não existisse.

Nem parece com o parar do peito.

É ansiedade disfarçada,

É desespero coagulado

Que é isso de coração rasgado?

Fibra por fibra desvendado

Como se pudesse ler cada passagem do sangue

Como se ignora essa dor que não é dor?

Como se segura esse grito sem refratário?

Onde colocar as mãos para estancar o sangue?

Sim, porque de algum motivo se deve morrer disso

De esperar, esperar

Ah coração romântico e de anacrônico desejo

De não saber onde você está, vivo pensando no barco que se distância

Ainda aqui a te pensar e te escrever. Por quê?

 

O que deve ser disso de coração salgado?

Uma única atitude evasiva

A assunção da verdade que não se admite

Deve ser assim um coração calado

Esse peso do silêncio que não dá para suportar

E o mundo lá fora na bolha da felicidade

É distância, é conhecê-la antecipadamente

E como aprender a sentir a perda como vantagem?

Aprender a empunhar a arma que muda o coração

Faz-se pedra, para o fluxo e impede a decepção

Vou ficar em casa

Vou ficar importando ideias infinitas

Ah coração embutido donde não se vê as lágrimas

Apenas sinto o peito, a dor, a pena

Não saber o emprego, o uso dele

E ficar nesse eterno por quê, por quê…?

 

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