Continuação desnecessária

Um pouco cansado de tudo um pouco. Mas não é fadiga muscular – tampouco anúncio da velhice; ainda ela não me tomou – é descrença. Desacredito que possa conseguir chegar lá, mas não é desistência, é desilusão. Paro para pensar em muitas coisas – um cara com TDA assumido- e concluo que não vale a pena, mas não é suicídio, é morte de valores.

Reconhecço que a autossabotagem é falta de um reinício verdadeiro. Porque tudo tem um começo e fim, mas recomeço é parte de uma alternativa ao fracasso. Aí tem sorte, destino, portas abertas, coisas que não quero acreditar.

E tem a bendita memória – os monstros que ainda não consegui matar; alguma deidade assumidamente latente- que insiste em tomar assento ao meu lado, ao lado vazio, ao banco vazio. Tudo é uma metáfora, e do que mais preciso é realidade.

Ao fundo ouço um coro fraco repetindo as canções de Russo e sinto que posso acreditar em algo: nas poesia, nas pessoas?

É a única concessão a este conflito interno.

Olho ao redor e reconhecço que sou e que posso, mas sou apenas mais um.

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