Uma possível leitura do filme REDE SOCIAL

Passei a noite sem dormir, virava, revirava. Eu não sabia o porquê. Apenas pensava no dia posterior e como encarar o cansaço e a falta de ânimo.

Parece o início de mais um dos meus contos intestinos, mas esse relato foi verídico, logo após ter assistido o filme sobre a vida do criador do Facebook, Mark Zackerberg. E parando para tentar entender o que havia acontecido comigo, percebi que tinha a ver com minha frustração interna de não ser como ele. Mas aí comecei a fazer uma lista de coisas que me distanciavam de Zack: estudante de Harvard; computação; excentricidade (visão deixada pela leitura do filme de Jonh Huges), arrogância- às vezes a tenho; genialidade. Esta última ainda é tema de discussão entre meus iguais.  Porém, muita coisa me distancia desse “empresário” das mídias sociais, mas ao mesmo tempo me aproxima daquela urgência para o sucesso; da deflagração de uma guerra contra o estabelecido; da vontade de superar uma paixão frustrada- Mark alega que já namorava antes de criar o Facebook-; de acreditar em si mesmo.

Como escrevi num blog:

Falando em hedonismo, vejo o mesmo olhar tanto em Mark quanto em Rimbaud. Um olhar de transgressão e boemia. Mark não passa de um tipo desses gênios que surgem com uma visão atípica sobre sua própria obra. Em entrevista a jornalista do programa 60minutes, Zackerberg disse que não sabia o que poderia ter criado. Era assim com a poesia de Rimbaud-jovem e gênio- e incosciente da sua verve poético-transgressora. Coisas que ainda só valorizamos quando estes personagens envelhecem nas páginas amarelas do tempo; ou no mural do FACEBOOK. A propósito, facebook me!

Tem a ver com acreditar no projeto de vida que começamos, empreendemos, esboçamos ou sonhamos- no meu caso, mesmo apostando em ideias impossíveis e promovendo a transgressão. Mas, voltando ao início deste texto, eu tive um sonho sobre a criação de uma rede social na qual uns ajudavam aos outros a arranjar empregos, recolocação no trabalho, etc. E o que entendia de meu pesadelo era talvez essa mensagem subliminar que residia na história de Zeckerberg. Ele mesmo, quando perguntado pela jornalista do 60minutes , sobre sua impressão sobre o filme, disse que existiam coisas falsas e verdadeiras, por exemplo, as camisas eram as mesmas que ele usava; já a história dos gêmeos era mentira. No entanto, ele afirmava que recebeu milhares de mensagens que mencionavam como o filme havia mudado a vida deles. Essa, segundo Mark, teria sido a maior verdade do filme.

Talvez tenha que acreditar mais em meus projetos; parar de desenhá-los sem os contornos necessários para o correto planejamento de minhas metas. O sonho não parecia apenas um alerta do subconsciente cansado de pelejar, mas um ultimato. A idade também é uma diferença entre mim e Mark, mas realização de sonhos só precisa de ação, enquanto houver vida há tempo para sonhar. Então, ainda posso alcançar uma grande ideia (acho que posso) e acreditar em minhas potencialidades.

Anúncios

Um comentário em “Uma possível leitura do filme REDE SOCIAL

  1. O cinemão americano é bem quadradinho;mas quando acerta nos deixa assim:melancólicos e,ao mesmo tempo,estimulados.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s