O Olhar mais que não-perdido(achado!)

Ah! Que os meus olhos nunca me faltem; e que tenha que morrer antes que eles se percam. Antes a mim do que eles eu prefiro na hora que tudo findar. Por que sentir sem tê-los é uma lástima. Sentir sem ver é castigo. Por isso não quero que eles morram primeiro. Preciso deles tanto. E me imagino aprisionado a uma armadilha se tiver de viver sem eles.

Antes minha alma pereça do que meus instrumentos de trabalho. Assim desejo nesse momento que mais internalizo a felicidade. Nesse momento de meu gozo íntimo com a palavra lida, escrita, vista numa amplitude divina, epifânica. Não quero que ainda eu fraqueje com o olhar míope, nem cansado. Quero ainda desfrutar do pôr-do-sol escrito em linha, mesmo que seja uma  tergiversação.

É com eles que vejo minha linha que ganha vida; que reconheço a vida na linha escrita dos outros, num sentido de caputar com o paladar da visão a complexidade de conceitos, as luzes, os sons, os medos.

Que antes vá minha alma fraca e que seja perene esse olhar atento para as coisas.

É devaneio pensar nisso, mas quero apenas o registro de meu instrumento-mor, o olhar visionário.

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Um comentário em “O Olhar mais que não-perdido(achado!)

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