A ORIGEM ( Inception)

 

A ORIGEM

Dicaprio em A Origem

 

Que inveja do roteirista ou do próprio diretor do filme a Origem ( Inception). Como queria enveredar pelos caminhos do sonho e ser completamente dono deles. Queria invadir como Cobb faz ao ponto de reconstruir-se dentro de seus próprios sonhos. Seria uma espécie de nova droga ou um novo gadget ao qual ficamos refém, ou a desistência de tudo, como uma alternativa para os problemas que criamos. Enfim, pareceu-me uma grande viagem alucinógena, reflexo de uma injeção calibrosa de um sedativo superpoderoso. E consequente estado de torpor que pode demorar segundos no mundo real, e um quinquênio dentro do sonho controlado.

E se nesse sonho pudéssemos criar situações onde as lembranças poderiam ser sempre recuperadas, revividas ao toque do controle remoto situacional? Como seria deixar em stand-by as pessoas que amamos ou odiamos? E depois voltar para reviver aquela sensação inúmeras vezes até que por uma razão ignóbil resolver-se-ia terminar a magia do controle eterno.

Os níveis do subconsciente já foram destrinchados por Freud, mas não com a intensidade do desvendamento e do controle no plano real das emoções mais recônditas. No entanto, no mundo de Christopher Nolan a mente é uma ambiente vulnerável para o ladrão que pode se apoderar de seus mais indescritíveis sonhos. Mas não é um sonho sonhado- ou roubado- sozinho, para completar sua tarefa de espião, Leonardo de Caprio deve entrar nos sonhos dos outros com um verdadeiro time de Extracters que perpetram o plano em conjunto. Há no filme, uma garota especializada em arquitetura de mundos. Ela construiu um labirinto para uma aventura que intencionava penetrar na mente de um rico executivo e para isso deveriam entrar em três níveis diferentes e simultâneos de seu sonho. A aventura insólita se torna mais perigosa por conta do treinamento preventidvo que o executivo havia se submetido- já ciente da possibilidade de ladrões de sonhos e informações- a treinamentos para dificultar a ação dos engenhosos meliantes. Então, entrar no sonho de certas pessoas exige preparo, dinheiro e reforço bélico.

Mas fiquei fascinado pela inventividade do diretor ao adentrar esses campos da mente de forma brilhante. Tratar dos sonhos é fácil para Hollywood, ainda mais se nesse caso dos mundos paralelos e dos mundos imaginários que se alternam com o plano real. Mas, em A Origem, percebemos a invasão da mente como uma verdadeira arma. Mas os elementos típicos dos filmes de ação: muito tiro e morte são necessários para compor a ambientação correta para os filmes de ação. Desnecessário comentar as atuações, principalmente de Caprio que atua de forma muito semelhante aos últimos filmes, principlamente Diamante de sangue, mas talvez seja impressão minha por conta das imagens que pareciam muito com as locações de Serra Leoa. É…pode ser minha impressão.

No entanto, o filme funciona e traz de volta aquela sensação de resgate dos bons roteiros e boas direções do tempo áureo dos filmes de Hollywood.

Vale a pena assistir.

 

 

 

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