3096 dias de sequestro

Natasha Kampusch

Natasha Kampusch- 3096 dias de sequestro

 

Queria a grande tragédia de uma história para que todos sentassem ao meu redor com olhos de espanto para a veracidade de minha literatura. Mas onde está a Literatura dessas linhas? Talvez eu não tivesse de pensar na história em si, na procura de adequação deste mote ao cânone literário. Mas ainda assim me pergunto por que insisto nessa temática.

Mas agora, por algum motivo, eu entendo como usar a Literatura como uma válvula de escape. E pensando bem, Clarice já o fez. Ela falava que escrevia para não enlouquecer- ou algo do tipo. E agora entendo o porquê de, às vezes, a Literatura servir como um desabafo tranquilizador.

Talvez seja isso que empolgou aquela menina que ficou muitos anos presa num cativeiro na Áustria, Natasha, que lançou livro recentemente. Nele, a jovem relata as condição e aos maus tratos a que era submetida. Disse que não queria ganhar dinheiro com isso- inexorável-, mas fica claro o propósito real de sua literatura: livrar-se do trauma. E afirmando seu real propósito com seu livro disse que não nutria ódio pelo seu algoz, e completou, que se o fizesse, aumentaria ainda mais sua sensação de morte

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