Abraços Partidos

Personagens verdadeiramente viscerais, apaixonadas pelas suas vidas simples e intensas.

A lágrima sobre o tomate cheio de vida revela a marca registrada da carga surreal de Almodóvar. Impagável essa cena metalingüística do filme dentro do filme.  Desnecessário comentar a cena final na qual Mateo – ou Hurry Caine, ou Hurricane-, tenta “ver” e sentir com seus dedos a última emoção de sua amada antes da morte. Cena simples, mas repleta de significância sensorial.

E Penélope Cruz que empresta beleza, emoção e simpatia para a personagem Lena. Uma das poucas atrizes que desnuda seu corpo e sua alma de forma simultânea; e quando o faz, não se torna vulgar. Entrega-se ao personagem e nos apaixona.

Abraços Partidos é uma inventiva narrativa no campo do amor passional e mais contundente: aquele cheio de intensidade, ciúmes, paixão e morte.

Não somente por conta da atuação de Cruz, mas dos outros personagens que empregam suor e expressão corporal para atuar em seus papeis mais do que coadjuvantes.

E como mais clichê usado em finais de filme: vale a pena ver Abraços Partidos porque mais vale uma imagem do que mil palavras.

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por Roberto Muniz Dias Postado em Sem categoria Com a tag

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