De volta aos concursos literários.

Este pequeno texto participou da seletiva de um concurso promovido  pela Revista BRAVO. Infelizmente, não logrei êxito; no entanto, divido com você meu interesse pela obra de Arenas.


Responda a pergunta:Qual história real de guerra você conhece?

” Os originais, não sabia onde colocá-los. Pensou em destruí-los, pensou na prisão. Mas ele viu o telhado. Subiu na cadeira e colocou-os debaixo das telhas carcomidas. Escondeu-os, mas sabia que da França eles partiriam para o mundo. Sua história, sua vida revelados. A perseguição era ideológica, era a guerra de idéias. O Estado o considerou um revolucionário; gay; um poeta, um escritor. Sua luta não era somente em ser aceito; havia uma dimensão contestatória do sistema castrista. Sendo assim, as tertúlias eram proibidas- malfadadas reuniões conspiratórias. Mas a sua luta era mais complexa, mais longínqua; tinha a ver com seu sexo, com sua libido. Por não acreditar nos ideais vindouros da revolução cubana –antidemocráticos-, viu-se preso, torturado por uma guerra que não o entendia. Arenas muda o nome. Persona non grata e gay. Foge da prisão física. Liberta-se. Publica seus levantes, mas a vida lhe aprisiona na impossibilidade imortalidade. A AIDS lhe sentecia a morte ANTES QUE ANOITEÇA.

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por Roberto Muniz Dias Postado em Sem categoria Com a tag

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