Períodos curtos

Tenho que me acostuamar com a ideia dos períodos curtos. Eles em si são suficientes. Mas eu sempre tenho algo mais a dizer; e por essa razão posso pecar nas conjunções e informações a mais. Tenho que ser comedido nas palavras. Tenho que parar de escrever sem barreiras do significante, assim como Wolf deixava sua verborragia intelectual discorrer sobre a adjetivação das coisas. Viu? Período longo demais!

Tenho que me afeiçoar as frasezinhas curtas. Resumir a ideia- agora podemos esquecer-nos dos acentos- em poucas linhas. Acho isso chato. Mas tenho que fazê-lo.

Então mãos à obra. Inda bem que estou lendo poemas de Bandeira. São precisos, curtos e dolorosos. Mas encerram a beleza do não dito. Aquilo que fica subtendido.

Acho que vai ser como se acostumar ao novo horário de verão; ou às novas regras ortográficas; ou às novas regras do mercado em crise; ou ainda como se acostumar às novas condições climáticas, enfim vai ser um pouco difícil e demandará tempo. Uff! Mas vou conseguir. 

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