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	<title>Sem Festas Póstumas</title>
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	<description>Blog do Escritor Roberto Muniz Dias</description>
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		<title>Sem Festas Póstumas</title>
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		<title>Entrevista a UnBTV sobre o Livro HOMOSSILÀBICAS- Seleta de autores LGBT</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 17:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Muniz Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Filed under: Uncategorized<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1943&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://noposthumousparty.wordpress.com/2012/01/25/entrevista-a-unbtv-sobre-o-livro-homossilabicas-seleta-de-autores-lgbt/"><img src="http://img.youtube.com/vi/xTZUN_slq-k/2.jpg" alt="" /></a></span>
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		<title>Essência</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 21:42:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Muniz Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Tantas vezes falei que não me trairia; tantas vezes ouvi Amy se condoendo de sua incapacidade. Somos todos maus às vezes. Internalizei uma culpa gigantesca de não considerar as possibilidades como realidades. Temos tanto pouco tempo. Eu sou pessoa jurídica &#8230; <a href="http://noposthumousparty.wordpress.com/2012/01/15/essencia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1938&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Tantas vezes falei que não me trairia; tantas vezes ouvi Amy se condoendo de sua incapacidade. Somos todos maus às vezes.</p>
<p style="text-align:justify;">Internalizei uma culpa gigantesca de não considerar as possibilidades como realidades. Temos tanto pouco tempo. Eu sou pessoa jurídica agora e que dialoga diariamente com o cara da minha própria foto. Não se trata de reflexos, mas de outras imagens. Tantas vezes falei que não me esconderia.</p>
<p style="text-align:justify;">Acordo de um sonho e tenho a certeza de que não somos eternos. As palavras servem para os outros. De que me adianta esse pergaminho que apenas eu contemplo?</p>
<p style="text-align:justify;">Ouço uma música até a exaustão. Frases <em>como um estranho numa sala</em>; <em>tenho sido negligente com meu amor </em>parecem atestar outras tantas verdades que deixamos de viver por medo. A vida pode continuar por outro meio, mas eu não queria a poesia póstuma como alento.</p>
<p style="text-align:justify;">Caio numa pesquisa. Perco-me tentando entender o que os outros disseram, e tenho que continuar dizendo a mim mesmo que não terminei ainda. Continuo o passo enquanto os carros se aproximam e se distanciam como se fosse a real definição da vida. A música de ontem já não toca com sua intensidade. Descubro o novo – uma invenção da lembrança para não escapar do passado. O passo com o tempo fica firme, mas claudica na tentativa do acerto.</p>
<p style="text-align:justify;">Não querem deixar que eu seja eu, outra pessoa se impõe – o estranho no quarto, que a música fala. Por que tanta preocupação com o tempo? Por que a medida da imortalidade para nos dar o preço das coisas? E continuo me enganando com minhas poesias!</p>
<p style="text-align:justify;">E tanto me aproximo como me alongo na imagem autointitulada eu. Quando erro, quem sou eu? Existe erro pequeno? E se sim, pode ele se equipara à rejeição? Somos tidos como humanos e se errar é prerrogativa do ser, por que continuo me perguntando tanto? E o reflexo do outro lado pergunta outras tantas coisas que parece melhor desistir da perfeição por um instante!</p>
<p style="text-align:justify;">Não foi a culpa que me esculpiu o medo da educação. Descobri que foi a falta de responsabilidade a que me atribuíram por, claro, ter construído um caminho próprio, longe da margem, tortuoso, cheio de provas. A irresponsabilidade se confunde com o tempo perdido sem esmero. Pra tudo. E isso me ocupa as horas não dormidas e as palavras desferidas. Até quando?</p>
<p style="text-align:justify;">Ligo a televisão para não me sentir sozinho. Mas sei que isso também é uma escolha! Falo muito de amor, saudade, medo, ansiedade com um tom quixotesco que beira o abismo. Mas sei bem que essas coisas me são caras e passageiras. O que não falo é que as outras coisas por serem mais raras são mais vividas com intensidade, como felicidade, sorriso, chuva, sabor de saliva, as cores das palavras, o som das almas e o gosto do beijo.</p>
<p style="text-align:justify;">Não me tenham por poeta da dor. É mentira em essência!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>ERRO</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 21:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Muniz Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Novamente os erros. Os erros meus e os erros dos outros. Como desvencilhá-los? Se reconheço meu erro sou errado – este é o argumento. Se os outros erram eu estou por cima &#8211; uma razão minha. Então, erro por me &#8230; <a href="http://noposthumousparty.wordpress.com/2012/01/10/erro/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1932&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Novamente os erros. Os erros meus e os erros dos outros. Como desvencilhá-los?</p>
<p style="text-align:justify;">Se reconheço meu erro sou errado – este é o argumento. Se os outros erram eu estou por cima &#8211; uma razão minha. Então, erro por me aceitar sem defeitos, coisa que sabemos todos serem passíveis.</p>
<p style="text-align:justify;">Erros! Como lidar com eles? Ou como se livrar deles?</p>
<p style="text-align:justify;">Bem, mais uma vez falo pela boca da experiência. Boca cerrada, nem sempre repleta da real faculdade de suas atribuições. Morremos por ela, já dizia o brocardo!</p>
<p style="text-align:justify;">Os deuses erram. Por que erramos demasiadamente?</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o que é o erro senão algo corolário da culpa; uma espécie infame do erro. A culpa por ter feito o que não é próprio ou certo, adequado&#8230; Mas quando erramos, erramos.  É um fato inescapável.</p>
<p style="text-align:justify;">E o que se segue ao erro? A assunção da culpa, a autoflagelação; ou a negação incontinenti; talvez uma permanente ignorância do erro se perpetuando por gerações como maldição – algo mais surreal, mas não menos irrealizável do que as alternativas.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o erro é uma imagem do acerto, longinquamente situado no lado contrário. Uma visão não menos maniqueísta, de um roteiro elaborado em que o protagonista, até a última cena, dispõe-se a salvar a princesa. De repente, ele é o dragão! Roteiro ao revés.</p>
<p style="text-align:justify;">Será que o erro guarda em si uma jaula externamente repleta de qualidades, onde feras não se digladiam?</p>
<p style="text-align:justify;">O que é o erro senão feras cheias de razão, disputando suas verdades!</p>
<br />Filed under: <a href='http://noposthumousparty.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/noposthumousparty.wordpress.com/1932/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/noposthumousparty.wordpress.com/1932/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/noposthumousparty.wordpress.com/1932/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/noposthumousparty.wordpress.com/1932/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/noposthumousparty.wordpress.com/1932/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/noposthumousparty.wordpress.com/1932/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/noposthumousparty.wordpress.com/1932/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/noposthumousparty.wordpress.com/1932/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/noposthumousparty.wordpress.com/1932/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/noposthumousparty.wordpress.com/1932/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/noposthumousparty.wordpress.com/1932/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/noposthumousparty.wordpress.com/1932/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/noposthumousparty.wordpress.com/1932/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/noposthumousparty.wordpress.com/1932/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1932&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Saudade</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 12:29:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Muniz Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; A ansiedade parece ter tamanho e dimensão humanas, tal parece ser sua sombra pesada sobre mim. Mas se parece mais como uma grande ausência do tamanho do que não sei nominar; parece montanha, arranha-céu; queda d&#8217;água;montanha russa&#8230; Ainda a &#8230; <a href="http://noposthumousparty.wordpress.com/2012/01/04/saudade/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1929&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://noposthumousparty.files.wordpress.com/2012/01/photoart.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1930" title="PhotoArt" src="http://noposthumousparty.files.wordpress.com/2012/01/photoart.jpg?w=593" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:center;">A ansiedade parece ter tamanho e dimensão humanas, tal parece ser sua sombra pesada sobre mim.</p>
<p style="text-align:center;">Mas se parece mais como uma grande ausência do tamanho do que não sei nominar; parece montanha, arranha-céu; queda d&#8217;água;montanha russa&#8230;</p>
<p style="text-align:center;">
Ainda a sensação é de arroubo, tomada de fôlego; um medo quase infantil de se guardar no escuro do guarda-roupas.</p>
<p style="text-align:center;">Ficar escondido esperando o tempo do grande medo diminuir, parar&#8230;</p>
<br />Filed under: <a href='http://noposthumousparty.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/noposthumousparty.wordpress.com/1929/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/noposthumousparty.wordpress.com/1929/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/noposthumousparty.wordpress.com/1929/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/noposthumousparty.wordpress.com/1929/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/noposthumousparty.wordpress.com/1929/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/noposthumousparty.wordpress.com/1929/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/noposthumousparty.wordpress.com/1929/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/noposthumousparty.wordpress.com/1929/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/noposthumousparty.wordpress.com/1929/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/noposthumousparty.wordpress.com/1929/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/noposthumousparty.wordpress.com/1929/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/noposthumousparty.wordpress.com/1929/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/noposthumousparty.wordpress.com/1929/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/noposthumousparty.wordpress.com/1929/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1929&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>AMOR</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 13:19:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Muniz Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Parece que foi ontem, quando minha mãe me vestiu no primeiro conjunto de short e camiseta. Tudo da mesma cor. Um detalhe no lado esquerdo, na altura do peito, repetia-se na borda esquerda do calcãozinho. Trinta e tantos anos atrás. &#8230; <a href="http://noposthumousparty.wordpress.com/2012/01/01/amor/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1920&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Parece que foi ontem, quando minha mãe me vestiu no primeiro conjunto de short e camiseta. Tudo da mesma cor. Um detalhe no lado esquerdo, na altura do peito, repetia-se na borda esquerda do calcãozinho. Trinta e tantos anos atrás. E como tenho mudado. O fenótipo da vida foi me transformando no que me pareço ter me tornado. Nunca é fácil. E nem vou falar de aceitação de condição sexual. Longe ser minha vida somente esta preocupação. Preocupa-me a vida em si; o que faço dela e, mais importante, o que ela faz por mim.</p>
<p style="text-align:justify;">Tenho certeza das dúvidas que colho num contínuo processo dialético de entendimento pelo exercício da pergunta e resposta. Mas nem sempre sei o quê perguntar a vida; e muitas das vezes, surpreendo-me com sua resposta. Parece-me que sempre estamos construindo e desconstruindo – ou alguém destrói para você – não sei ao certo. Mas estamos sempre criando e reinventando esta vida. Presente? Alguns pensam ser presente, outros advogam apenas pelo seu existir, como um compromisso que assumimos como bater o ponto, por exemplo. Eu aprendi a olhar diferente, mesmo admitindo que um grande designer a tenha elaborado. Mesmo assim quero usufruir o que me é gratuito e não oneroso; as coisas simples mesmo, como o dia, o ar, o adormecer e o amor. Ah! Mas como tem sido difícil entender, além de tudo o que já foi dito, como é difícil entender o amor.</p>
<p style="text-align:justify;">Tenho uma certa tendência a acreditá-lo como algo passageiro, como o próprio passageiro de um trem: nunca se sabe se ele pegará o mesmo trem, ainda que a rotina o empurre a essa exatidão de horários e compromissos. Há um quê de mudança, mesmo que rápida, imperceptível. E o amor parece sempre nos roubar um momento. Seja qual velocidade for. Aí concluo que basta a gente deixar despercebido ou agarrar esse momento sempre que ele nos foge! Ou apenas deixamos de lado e vivemos como quer uma grande maioria.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes eu o buscava sempre, agarrando-o com unhas e dentes. Hoje ele me parece menos esquivo, mais trôpego, como um velho mendigo. Está sempre a me estender a mão. Mas não acredito em disfarces e logo o submeto a realidade dos fatos. Coloco-o em posição altiva, mas ele logo se dispersa por entre a multidão. Eu o deixo ir, mas sei que o encontrarei por ai, pedinte de mim. Não me enlouqueço se não o encontrar; nem ficarei em praças segurando cartazes com os dizeres: onde está o amor? E sem ser nunca, nunca, piegas ou usar do lugar comum, o amor está sempre dentro de nós, nas pontas dos dedos ou numa atitude menos maniqueísta da razão. Está sempre onde quisermos tê-lo. Basta apenas esperar a mudança.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje ainda me lembro do amor de minha mamãe, o zelo para com o conjunto das roupas, o eterno olhar afetuoso. Isto nunca me escapou, porque sempre esteve com ela.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://noposthumousparty.files.wordpress.com/2012/01/betinho.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1926" title="betinho" src="http://noposthumousparty.files.wordpress.com/2012/01/betinho.jpg?w=593" alt=""   /></a></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Trinta e um de dezembro/ primeiro de janeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 21:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Muniz Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Imprecisas são as palavras do início; sempre um pouco perdidas numa condição única. Quando pensamos na tentativa de se olhar o por dentro das coisas, entramos numa crescente dinâmica do nada. Que tudo permanece numa loucura imanente como se fosse &#8230; <a href="http://noposthumousparty.wordpress.com/2011/12/29/trinta-e-um-de-dezembro-primeiro-de-janeiro/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1918&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imprecisas são as palavras do início; sempre um pouco perdidas numa condição única.</p>
<p>Quando pensamos na tentativa de se olhar o por dentro das coisas, entramos numa crescente dinâmica do nada.</p>
<p>Que tudo permanece numa loucura imanente como se fosse a própria natureza de uma mente vazia. Tudo parece um pouco ligeiramente fechado.</p>
<p>A perspectiva de mudança opera nos sentidos numa constante rotina de se tido imaginar.</p>
<p>Embora tudo se perda, algo se salva incomunicável, na esperança de realização. Esta se perpetua nas linhas esquecidas do tempo (simbologia). Eu preciso de mudanças e uma nova história. Por onde começar?</p>
<p>Está longa a estrada. Todo início parece algo infindável; algo interminável</p>
<p>A nova história é sempre um pouco sem começo.</p>
<p>Estou tentando começar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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	</item>
		<item>
		<title>HOMOSSILÁBICAS &#8211; Seleta de Escritores LGBT</title>
		<link>http://noposthumousparty.wordpress.com/2011/12/22/homossilabicas-seleta-de-escritores-lgbt/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 11:51:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Muniz Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro Livro da Escândalo Chega ao Mercado &#160; Homossilábicas (Foto: Divulgação) Nasce o primeiro rebento da Editora Escândalo! O livro batizado de &#8220;Homossilábicas&#8221; traz uma seletíssima equipe de contistas, recheando as 146 páginas da obra com os mais diversos estilos &#8230; <a href="http://noposthumousparty.wordpress.com/2011/12/22/homossilabicas-seleta-de-escritores-lgbt/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1911&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://brasil.gay1.com.br/2011/12/primeiro-livro-da-escandalo-chega-ao.html"><strong>Primeiro Livro da Escândalo Chega ao Mercado</strong></a></h3>
<div></div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<div><img title="Homossilábicas (Foto: Divulgação)" src="http://noposthumousparty.files.wordpress.com/2011/12/image.jpg?w=300" alt="Homossilábicas (Foto: Divulgação)" width="300" /><strong>Homossilábicas (Foto: Divulgação)</strong></div>
<p>Nasce o primeiro rebento da Editora Escândalo! O livro batizado de &#8220;Homossilábicas&#8221; traz uma seletíssima equipe de contistas, recheando as 146 páginas da obra com os mais diversos estilos e linguagens.</p>
<p>Como as palavras homossilábicas da gramática da língua portuguesa, que compartilham entre si o mesmo número de sílabas, as palavras do livro Homossilábicas compartilham a mesma temática, exclusivamente LGBT, seguindo à risca a proposta da Escândalo.</p>
<p>Dentre os nomes famosos da coletânea estão Moa Sipriano, Marli Porto e Roberto Muniz Dias. As 12 histórias apresentadas no livro abrangem desde o aspecto mais intimista até o surrealismo insólito, passando por alguns momentos quentes, numa explosão de criatividade e sensibilidade dos autores.</p>
<p>“Estou honrada e orgulhosa por poder trabalhar com tão sublimes autores. E mais ainda por poder dar forma, dar vida a este livro, que era um sonho antigo que eu tinha. Posso dizer que esse é nosso primeiro filho!” diz Giselle Jacques, editora da Escândalo.</p>
<p>A apresentação do livro é assinada pelo badalado escritor Kadu Lago e traz o seguinte trecho:<br />
“Homossilábicas é uma palavra inventada para dar voz a essas letras por vezes tão marginais, por tanto tempo tão caladas (&#8230;) Aproximando celebridades e estreantes, este livro vem dar forma, vem dar cara, vem dar a cara à tapa. Vem mostrar que a boa literatura transcende rótulos!”</p>
<p>Conheça mais do livro Homossilábicas e saiba como adquirir o seu no site da Editora Escândalo:<strong><a href="http://www.editoraescandalo.com/" target="_blank">www.editoraescandalo.com</a></strong>.</p>
</div>
<br />Filed under: <a href='http://noposthumousparty.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/noposthumousparty.wordpress.com/1911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/noposthumousparty.wordpress.com/1911/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/noposthumousparty.wordpress.com/1911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/noposthumousparty.wordpress.com/1911/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/noposthumousparty.wordpress.com/1911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/noposthumousparty.wordpress.com/1911/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/noposthumousparty.wordpress.com/1911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/noposthumousparty.wordpress.com/1911/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/noposthumousparty.wordpress.com/1911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/noposthumousparty.wordpress.com/1911/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/noposthumousparty.wordpress.com/1911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/noposthumousparty.wordpress.com/1911/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/noposthumousparty.wordpress.com/1911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/noposthumousparty.wordpress.com/1911/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1911&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Homossilábicas (Foto: Divulgação)</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Um pensar caótico</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 12:12:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Muniz Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tudo pudesse vir a se mais do que o porvir, teria eu alguma certeza além desta da morte, &#8211; é pequena diante da vida -; que tenho de autenticamente meu? Minha escrita? Minha verdade? O que é o futuro &#8230; <a href="http://noposthumousparty.wordpress.com/2011/12/11/um-pensar-caotico/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1903&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Se tudo pudesse vir a se mais do que o porvir, teria eu alguma certeza além desta da morte, &#8211; é pequena diante da vida -; que tenho de autenticamente meu? Minha escrita? Minha verdade? O que é o futuro diante de uma perspectiva decadente do ser?</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sou mais do que o além o póstumo, do que realmente posso ser agora. Somente no pó, na poeira é que a essência é vista. Na matéria própria somente existe a matéria insípida que se autoinventa a todo o momento.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sou a matéria de mim, presa à própria excrescência de um estado anormal, perambulando pelas coisas que existem imutáveis. A única coisa que existe é o tempo presente, a inscritura de uma lápide. Meio catastrófica minha visão de futuro, não é?</p>
<p style="text-align:justify;">Nada parece uma resolução melhor do que um ócio elegante e emergentemente absurdo, nem para o viver, nem para a morte. O nada pode parecer simples como dormir em tempo de descanso, parece ser mais do que um paliativo para a vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Então, o que resta depois da espera? Se não for o isso de agora: não é sensação de ontem, tampouco alvíssaras do amanhã. É tudo um pouco de nada e absurdo. Hoje tudo parece um pouco fragmentadamente vazio.</p>
<br />Filed under: <a href='http://noposthumousparty.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/noposthumousparty.wordpress.com/1903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/noposthumousparty.wordpress.com/1903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/noposthumousparty.wordpress.com/1903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/noposthumousparty.wordpress.com/1903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/noposthumousparty.wordpress.com/1903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/noposthumousparty.wordpress.com/1903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/noposthumousparty.wordpress.com/1903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/noposthumousparty.wordpress.com/1903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/noposthumousparty.wordpress.com/1903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/noposthumousparty.wordpress.com/1903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/noposthumousparty.wordpress.com/1903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/noposthumousparty.wordpress.com/1903/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/noposthumousparty.wordpress.com/1903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/noposthumousparty.wordpress.com/1903/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1903&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Janaína Dutra &#8211; A lady of Iron</title>
		<link>http://noposthumousparty.wordpress.com/2011/12/05/janaina-dutra-a-lady-of-iron/</link>
		<comments>http://noposthumousparty.wordpress.com/2011/12/05/janaina-dutra-a-lady-of-iron/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 23:27:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Muniz Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Janaina Dutra- uma dama de ferro. Janaina Dutra- a lady of iron]]></category>
		<category><![CDATA[Vagner de Almeida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://noposthumousparty.wordpress.com/?p=1890</guid>
		<description><![CDATA[Director: Vagner De Almeida Produçtion: GRAB &#8211; Grupo de Resistência Asa Branca Time: 50 minutos Colr (NTSC) – Estereo &#8211; DVD Video Digital Brasil – 2011 “They taught us to carry the flag of the penis in front of us &#8230; <a href="http://noposthumousparty.wordpress.com/2011/12/05/janaina-dutra-a-lady-of-iron/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1890&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noposthumousparty.files.wordpress.com/2011/12/janaina.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1891" title="janaina" src="http://noposthumousparty.files.wordpress.com/2011/12/janaina.jpg?w=593" alt=""   /></a>Director: Vagner De Almeida</p>
<p>Produçtion: GRAB &#8211; Grupo de Resistência Asa Branca</p>
<p>Time: 50 minutos</p>
<p>Colr (NTSC) – Estereo &#8211; DVD</p>
<p>Video Digital</p>
<p>Brasil – 2011</p>
<p style="text-align:right;">“They taught us to carry the flag of the penis in front of us</p>
<p style="text-align:right;">They taught us to carry behind an asshole as an armor</p>
<p style="text-align:right;">They taught us, therefore, to carry half life in front and half life behind</p>
<p style="text-align:right;">They taught us everything wrong.”</p>
<p style="text-align:right;">(Glauco Mattoso)</p>
<p style="text-align:justify;">The <em>sertão</em>* drowns itself with the raining; the dryness turns into music; the vision drowns itself in the possibility of life, freedom. The raining invades the dry soil and gives to the sprout: Jaime a rosebud named Janaína. A twisted angel hurried to dress up herself like a boy. In the hurry, in the confusion of her mission, they pushed so soon his coming and his passing away. Death and life present in a complex set among victories and withdraws. Starting by Janaína’s death to maintain the protesting flag of life. From the dried interior soil, passing through the world back to the interior again; this is the journey of Janaína Dutra –A lady of Iron, film of Vagner de Almeida.</p>
<p style="text-align:justify;">The documentary doesn’t make any mistake. The camera seems to confuse itself with the spectator’s eyes; they seem to be side to side or even to face the sincere closest speeches. It seems that we are seated beside her mother: grounded, proud, near the memorable photographs of his son; as she told him to be the son whom she was mostly proud of. And it couldn’t be different. Ceará, Canindé, Brazil instances which by themselves would define the fate of a little boy that liked to play with high heel shoes. He, there would be still the remaining sexism that put him in this between-place, in this way, yet to be trailed to the gender that didn’t chose to walk in, due to the infamous correct clothing. But Janaína went beyond the dried soil and the richness of the dried homeland that could provide. In the very case of Janaína, the richness came from the family’s friendly core and from the dryness came the World outside, the city of rocks, the Fortress.</p>
<p style="text-align:justify;">It’s hard to put myself out of this text, without borrowing the free subjective indirect perspective of Vagner’s direction and try to – see us like northeasters – see in each situation, in each suffered face, in each speech immensely proud. Vagner knew with poetry to get the moments in which the poetry itself drifted from the cast of Janaina’s life plot. Each word seemed to be a rehearsal, for it was so perfect how they manifested the care, friendship and respect for this activist.</p>
<p style="text-align:justify;">Janaína hold with strength the trophy with proud, being the unique, at her time, the first transvestite to register in the OAB (Lawyers Syndicate in Brazil) acting as an altruist lawyer – forgive-me by the manliness of the Portuguese language, I’m gonna use the female gender from now on – and a fighter for the Transvestites’cause. A kind of Messiah with a cane to teach her people, the Others. The Knowledge as a key to freedom. A door trough which she changed into proud, from which she could get in and out as a citizen, without being a prostitute, knowing that this way – chosen for most of her friends – would be the choice of many. But she was aware that this couldn’t be the only one.</p>
<p style="text-align:justify;">Her fight embodied not only the fight for the transvestites, but reached the claims of the human rights, being victim and protagonist of her own ideology. She was arrested, but soon set herself free as she was playing the hide and seek game; or as she could protest for the arbitrarinesses of the heterosexual world. I ask myself: who was not willing to the world? Who was the victim? These are some questions to be solved before and after watching the film.</p>
<p style="text-align:justify;">She fought against her own fate, but she was involved in collaboration to the Health Minister in the process of the first HIV campaign for prevention of the disease among transvestites; she took part of lots of events that promoted learning about the public policies, and many other activities of her ideology and of her own body.</p>
<p style="text-align:justify;">The hurry for getting dressed the dress brought the fast discourse, the fast demanding for the ticket of her life. The best part of this documentary is to make possible to register her discourse when she was still alive in strength, voice, body and courage of the protagonist-character of many other histories. Watch this film documented and retold by her family and parents is more than a regular register. The director knew how to sew every possible stitching of her life, sewing up a magic chita**, revealing all the legacy left form this transvestite who had a name.</p>
<p style="text-align:justify;">It is impossible not to follow the crying of each interviewed at the end of the movie. The crying seems to be a single one that rocks the final sound track. Maria Bethânia transforms and gives sense to the poetry and life to whom fought for a cause without trembling a single moment. Nothing could restrain Janaína. Maybe her literacy set her free and encapsulated her at the same time, but the fact is that being what se was enabled us to free us than to chain her.</p>
<p>A masterpiece worth a prize***</p>
<p>* the typical dried soil of some reggions of the northeast of Brazil.</p>
<p>**chita is a kind of a regional type of clothing</p>
<p>** *5º For Rainbow Cinema Festival of Culture and Diversity, to the movie picture.</p>
<p>The Association of the São Paulo Proud Parade – 11º Prize &#8220;Citizenship and Respect to the Diversity- Best documentary and also for the history of gay activism of the director.</p>
<p><strong>Roberto Muniz Dias</strong></p>
<p><strong>Wrote Adeus a Aleto by Escandalo Editor, is permanent columnist of the www.gay1.com.br website and signs up the blog htt://noposthumousparty.wordpress.com</strong></p>
<br />Filed under: <a href='http://noposthumousparty.wordpress.com/category/uncategorized/'>Uncategorized</a> Tagged: <a href='http://noposthumousparty.wordpress.com/tag/janaina-dutra-uma-dama-de-ferro-janaina-dutra-a-lady-of-iron/'>Janaina Dutra- uma dama de ferro. Janaina Dutra- a lady of iron</a>, <a href='http://noposthumousparty.wordpress.com/tag/vagner-de-almeida/'>Vagner de Almeida</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/noposthumousparty.wordpress.com/1890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/noposthumousparty.wordpress.com/1890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/noposthumousparty.wordpress.com/1890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/noposthumousparty.wordpress.com/1890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/noposthumousparty.wordpress.com/1890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/noposthumousparty.wordpress.com/1890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/noposthumousparty.wordpress.com/1890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/noposthumousparty.wordpress.com/1890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/noposthumousparty.wordpress.com/1890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/noposthumousparty.wordpress.com/1890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/noposthumousparty.wordpress.com/1890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/noposthumousparty.wordpress.com/1890/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/noposthumousparty.wordpress.com/1890/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/noposthumousparty.wordpress.com/1890/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1890&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A pele que habito</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 13:29:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Muniz Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A pele que habito ‏ &#160; Não sei se falo de recortes, de introspecção, de obsessão, de transexualismo ou de vaginoplastia&#8230; Não sei como começar essa resenha sobre o novo filme de Almdóvar, A pele que habito. Mas sei que &#8230; <a href="http://noposthumousparty.wordpress.com/2011/11/25/a-pele-que-habito/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noposthumousparty.wordpress.com&amp;blog=5598444&amp;post=1879&amp;subd=noposthumousparty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://cineclose.gay1.com.br/2011/11/pele-que-habito.html"><strong>A pele que habito ‏</strong></a></h3>
<div></div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<div><img src="http://noposthumousparty.files.wordpress.com/2011/11/a_pele_que_habito-320x470.png?w=217&#038;h=320" alt="" width="217" height="320" border="0" /></div>
<div>Não sei se falo de recortes, de introspecção, de obsessão, de transexualismo ou de vaginoplastia&#8230;</div>
<div></div>
<div>
Não sei como começar essa resenha sobre o novo filme de Almdóvar, A pele que habito. Mas sei que o filme é surpreendente. RoteiroSempre trazendo um artista com um charme notável na arte de interpretar.</div>
<div>
Fiquei a pensar como seria mudar 180 graus em minha vida. Mudar meu interior. Acho que metalinguisticamente o filme fala sobre essa necessidade, em um ponto de nossa vida, de mudar, mesmo que por intervenção de terceiros – talvez vocês entendam ao final do filme ou a ler este texto.</div>
<div></div>
<div>Antônio Bandeiras retorna ao posto de galã. O tempo fora-lhe justo ainda mostrando certa, agora, a elegância de seus cabelos ligeiramente grisalhos. Mas este elemento ganha vida e realça os tons de psicopatia que Almodóvar quis lhe dar. Deu certo. A obsessão caiu-lhe como um delicioso segredo.</div>
<div></div>
<div>Segredo é o fio condutor deste filme tão inteligentemente costurado. As peças parecem retalhos soltos, nem precisa dizer que lá na frente vão se constituir o tecido de idéias e teses suscitadas no início.</div>
<div></div>
<div>O filme não é linear. Transporta-nos no tempo, como se fossemos verdadeiramente costurando as histórias do passado e presente.</div>
<div></div>
<div>Bem, não costumo narrar a história, mas dar certa ordem é interessante para entender o desalinhavar dessa costura.</div>
<div></div>
<div>Antônio Bandeiras é Robert um respeitado – não se descarta a déia de ser excêntrico – cirurgião plástico que anuncia sua descoberta. Uma pele, construída em laboratório, que se adapta à pele humana e se transforma numa pele mais resistente. Desnecessário dizer que é uma pele que não enruga. Chama-se Gal – mais tarde descobre-se que Gal era a última esposa dele.</p>
</div>
<div>Procurando a linearidade das coisas, entra em cena a moça cativa do médico, que não precisa muito para entender que se trata de um sequestro vez que não é espontânea sua estada por lá. Esta moça veste uma roupa especial que cobre todo seu corpo, uma segunda pele. Passa o dia a escrever em paredes, costurar retalhos em bonecos e praticar yoga.</div>
<div></div>
<div>O doutor Robert a mantém presa e, apesar de ter um controle monitorado por ele e por uma senhora cuidadora, uma espécie de enfermeira, ele adentra o quarto, sempre trancado sem muita resistência por parte da moça. Percebemos que a relação de cativeiro criou laços mais fortes do que a de um paciente e médico.</div>
<div></div>
<div>Admiração e atração encenavam uma ligeira aproximação entre criador e criatura. Seria uma versão moderna de Mery Shelley – O Frankstein? Pensei nisso agora. Deve have uma relação porque no final a condição quase sub-humana do cativo em que sempre aflora um ódio interno mortífero.</p>
</div>
<div><img src="http://noposthumousparty.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito-03.jpg?w=620" alt="" width="620" border="0" /></div>
<div></div>
<div>Bem, continuando com a história. Então o filme dá indicativos de que esta senhora – que é o grande trunfo de Almodóvar – tem um certo desafeto por essa paciente. Ficamos sabendo disso quando seu filho, vestido com roupas de carnaval, travestido de uma onça ou leopardo, entra na mansão. Dá-se entender que este filho fora criado numa favela, fala um portunhol o que nos leva a crer que tenha nascido no Brasil. Mas em pouco tempo, num desjejum feito pelos dois, na cozinha, o noticiário da TV revela o rosto do filho como suposto ladrão de uma joalheria. De repente, mãe e filho se desentendem, fato que comprova que nunca foram unidos, e ele a prende a mãe a cadeira com cordas. E diante dos monitores de TV que acompanhavam a paciente 24 horas, percebemos que ele, ao olhar para a mulher, vê certa semelhança com a antiga esposa do Dr. Robert. Ele encontra a chave da porta. Entra no quarto monitorado e estupra Vera, a cativa. Antes que possamos entender o passado na pouca conversa entre o estrupador e Vera, Dr. Robert entra no quarto e mata o leopardo ensandecido. O abraço entre a vítima e o Dr. Robert nos leva a crer que não mais existirá o cárcere da cativa. As portas seriam abertas.</div>
<div></div>
<div>Então o filme volta em seis anos no passado. Para explicar alguns fatos. Antes disso somos convidados a conhecer a história do Dr. Robert pela senhora enfermeira que depois de ter visto o filho assassinado, conta toda essa história para Vera. O que nos deixa estarrecido com o que seria o princípio da sociopatia do doutor.</div>
<div>
<div><img src="http://noposthumousparty.files.wordpress.com/2011/11/images252822529.jpg?w=400&#038;h=161" alt="" width="400" height="161" border="0" /></div>
</div>
<div>Acho que vou deixar esses detalhes pro arremate final; a derradeira costura.</div>
<div></div>
<div>Bem, voltemos ao passado então. Uma festa num casarão. Dr. Robert confraternizava com amigos e a filha ao longe se refestelava com os amigos. De repente todos estão numa espécie de suruba juvenil, no quintal deste casarão. Dr. Robert sente a ausência da filha no salão e empreende uma busca a filha nesse grande jardim. Entre tantos corpos hedonistas, encontras os rastros deixados pela filha: os sapatos, a jaqueta&#8230;enfim o corpo desfalecido da filha. A acordá-la a moça tem um ataque nervoso. No futuro sabemos que a moça reconhece no pais a figura do estuprador. Mais na frente sabemos que a moça enlouquece se suicida jogando-se da janela, que nem fez a mãe – revelação que vou esconder para aqueles que assistirem ao filme.</div>
<div></div>
<div>O filme parece mostra seu mote, ou seu propósito aqui: o pai começa uma perseguição para descobrir quem estuprou a filha. Ao descobrir o cara que a estuprou, segue-o e o sequestra. Mantém-no cativo. Até que reveladoramente o Dr. Robert em conjunto com uma equipe de médicos fazem uma misteriosa cirurgia de vaginoplastia.</div>
<div></div>
<div>Acho que já falei tudo. As imagens vem a cabeça num vórtice. Você não acredita que ele tenha feito a cirurgia, que tenha-o (a) mantido em cativo e tenha se apaixonado por essa Frankestein moderna. Almodóvar confunde e clareia uma relação que a doutrina penal já descrevera: a paixão surgida entre seqüestrador e seqüestrado. Mas ele vai além das medidas que conhecemos. Ele nos embriaga com tanta emoção que fica difícil de duvidar de nossas próprias idiossincrasias.</div>
<div></div>
<div>Seu falar do restante , ou esclarecer mais pontos ficará sem motivação ver o filme. Por esta razão recomendo que vejam a película e apreciem as interpretações magníficas da moça cativa, da velha enfermeira e do esmero lapidador de Almodóvar, nesse filme surpreendente.</div>
<div></div>
<div>Ah, não tente adivinhar o fim. Assista!</div>
</div>
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