É sabido que venho desenvolvendo estudos na área da Literatura gay, ou como alguns já estatizaram, numa epistemologia mais abrangente, Literatura Queer. Tenho feito inúmeras leituras numa busca de uma identidade – não sei se atingirei o alvo – dentro desse universo litterário.
A busca me revelou casos e histórias peculiares dentro dos livros ou fora deles. É curiosa essa questão da identificação desse tema, pois eis que uma condição deve ser imposta: a literatura é gay por conta do enredo ou ela se imiscui no universo particular do autor? Esta resposta é crucial para minha pesquisa.
Embora continue nessa busca sem fim, um monte de livros têm caído em minha mão. Alguns são novos anônimos, ou porque os desconheço ou porque o mercado os esconde. Descobri, nesse período, Tabajaras Ruas, com seu O amor de Pedro por João; entre outros já conhecidos, como Jean Genet, O quarto de Gioavani; João do Rio e João Gilberto Noll. Minhas opções passaram de poucas para umas dezenas de obras e isso nem mencionei as escritoras lésbicas como os lançamentos de Elisabeth Bishop e algumas “histórias” sobre Clarice Lispector e ainda uma gama de literaturas por conhecer.
Mas o que me deixou feliz nessa busca foi reencontrar, por indicação de minha professora orientadora do Mestrado, o livro do Kiko Riaze. Uma doutora com experiência e orientação de várias dissertações me indicou o livro Depois de Sábado à Noite. Poxa quanta honra senti ao ver o trabalho de meu amigo escritor ter um valor reconhecido para pesquisa, pois o trabalho dele vai além do mero diletantismo, é literatura pura. Por essa razão novamente escrevo este post para sugerir uma boa literatura gay com respaldo acadêmico. E comunico ao meu amigo escritor que o livro dele está elencado no “corpus” de meu estudo. Indico a leitura e me regozijo com a alvíssara coincidência. Tempo propício para uma releitura.

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